Neste programa, fizemos uma simples rádio-novela sobre um namoro santo
Essa história começa em um
ambiente jovem, um ambiente escolar. Ana, menina muito aplicada, de pais
dedicados e de família constituída com bases cristãs. Carlos, rapaz de
personalidade difícil, despreocupado com as coisas, e que pertencia a uma
família moderna, onde tudo era permitido, e onde cada um formava sua moral.
Eles se conheceram através de
Cátia, amiga dos dois, e que logo deu um jeitinho de incentivar o namoro.
Passando algum tempo, Carlos decide revelar seu interesse para Ana:
- Ana, podemos conversar?
- Sim, claro!
- Sabe, a um tempo vem te
olhando, e descobrir que te amo. Quer namorar comigo?
Ana que já o amava ocultamente
olhou com um ar apaixonado, e respondeu:
- Sim Carlos, eu aceito. Sim!
Alguns meses depois aquele
casal se mantinha junto, aparentemente feliz e o desejo de um pelo outro só
aumentava, quando Carlos se voltou para Ana e disse:
- Ana... Já temos um bom tempo
juntos [um mês]. Você não acha que já está na hora de darmos um passo adiante
no nosso relacionamento?
- Como assim? Não compreendo.
- Ora Ana, na se faça de
desentendida. Sabe, vejo meus amigos: todos falam dos seus momentos íntimos com
suas namoradas. E eu? Como fico? É demais para mim.
- Demais? Demais é essa
situação. Não estou preparada ainda?
- Ana, você não me ama? O que
vivemos não significa nada?
- Não é isso Carlos. Pense: é
muito arriscado. Tem minha mãe, meu pai, sem contar o que posso engravidar.
- Largue de besteira, Ana.
Seus pais são tão atrasados assim é? E outra, você já ouviu falar em camisinha?
Ela serve para nos prevenir de coisas indesejáveis.
- Nem continue, nem acredito
que você ainda tá nessa de Igreja, mandamento. Olha Ana, você que sabe, eu vou
embora.
Alguns dias depois, Ana
resolve ligar para Carlos?
- Amor?
- Sim Ana?
-Pensei muito esses dias,
pensei no que você falou, também conversei com a Cátia, ela me incentivou a essa
decisão, e resolvi aceitar o seu pedido. Te amo e não que ficar sem você. Sem
você, há!, eu nem sei...
- Oh querida! Agora vejo que
me ama realmente.
A partir de então passaram a
desfrutar do prazer carnal e já não eram os mesmos. Carlos a tinha como objeto
sexual que lhe dava prazer e satisfação. Já ela sofria ocultamente por medo de
perdê-lo. Sua consciência pesava, percebera ela que sua vida tinha se
transformado totalmente. Já não era feliz no namoro, não ia a Igreja, não ia
mais ao grupo de jovens ao qual fazia parte e o pior: não se sentia bem em comungar
Jesus Eucarístico.
Mesmo depois de perceber o
quanto tinha errado e o quanto suas decisões erradas a forçava a renunciar as
coisas certas e necessárias, ela permanecia no erro até que um dia:
- Carlos! Carlos!
Ela chorava.
- O que foi Ana?
- Carlos, você não sabe!
- Saber o que Ana? Fala!
- Carlos, não sei o que vai
ser de mim. Acho que estou grávida.
- O que? Como assim? Nós não
usamos camisinha?
- Sim, mas lembra que ela
estourou?
- Mas Ana! Eu te dei a pílula
do dia seguinte! Isso não é possível, você é maluca!
- E agora? Eu não quis filho
algum, você que quis! Olha Ana, vou para casa, lá pensarei melhor.
Carlos, então, vai embora e
deixa Ana só diante daquela situação. Ela, por sua vez, se pergunta:
- Meu Deus o que vai ser de
mim? Só tenho 17 anos, como vou cuidar de uma criança? E meus pais? Como vão
ficar? Como vou contar a eles? E agora, o que fazer?
Em meio a tantas perguntas sem
resposta aquela “menina mulher” encontra-se abandonada, abalada, e sem apoio...
Quando alguém bate à sua porta. Para a sua surpresa era a Cátia, sua amiga que
já sabia o que estava acontecendo.
-Oh minha amiga! O Carlos me
contou e vim vê-la.
- O que vai ser de mim Cátia?
O que faço agora!
-Não esquenta, não. Faça o
teste, e qualquer coisa a gente dá um jeito.
- Que jeito?
- Se realmente você estiver
grávida, damos um jeito de você não ficar mais.
- O quê? Você tá maluca? Fora
da minha casa? Fora daqui!
- Nossa! Só quis ajudar.
Adeus, não conte mais comigo.
- Meu Deus o que fiz com a
minha vida?
Em prantos, Ana se dirige até
a farmácia, compra o teste de gravidez, e vai para casa. Para sua surpresa,
quando ela chega, Carlos já a esperava em casa.
- Ana! Olha me desculpe, o que
fizemos, fizemos juntos, e quero estar com você nesse momento tão complicado.
Perdão!
Ana que ainda o amava o
perdoou e logo se dirigiu para fazer o teste. Algum tempo depois:
- Carlos, já sei o resultado.
- Fala Ana! Fala!
- O resultado foi negativo, eu
não estou grávida. Eles se abraçam e comemoram como se a vida os tivesse dado
outra chance. Seus olhos brilhavam e não queriam mais passar por essa situação que
seus atos os tinha imposto. Ana vira-se para Carlos e diz:
- Amor, sabe... não aconteceu,
mas poderia ter acontecido. Não quero passar por isso novamente. Podemos tirar
uma grande lição disso tudo.
- Claro Ana, foi uma grande
lição para nós.
-Quero mudar! Quero me tornar
uma pessoa melhor; quero voltar à casa de Deus, e não me sentir impura. Quero
um namoro santo!
-Diante de tudo o que nos
aconteceu Ana, te entendendo quando me disse que não estava pronta. Porém agora
na sei como agir, me ensina, me conduz, seja luz para mim, fala-me como podemos
viver um namoro santo.
- Já sei! O grupo de jovens
que eu participava, estudava o You Cat, o Catecismo Jovem. Vamos dar uma
olhada.
- Olha o que achei. Diz assim:
[Questão 405]
- Olha, tem outra aqui. Veja:
[Questão 408]
Depois de muita conversa e
decisões, o casal procurou um Sacerdote, contou-lhes o que havia ocorrido e
restabeleceram a relação com Deus. Ana passou a transmitir valores da Igreja
para Carlos, e juntos conseguiram viver um namoro santo, livre da escravidão
sexual, e o mais importante: um amor baseado nos mandamentos e no desejo de
Deus.
Sem saber como agradecer a
essa maravilhosa oportunidade que Deus os havia concedido. Eles apenas
voltaram-se ao Sacrário, e como uns filhos pródigos ouviram esta música em
agradecimento a Deus:
Gota derramada no mar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário