Naquele dia, acompanhamos a
JMJ, tendo a participação do Ermesson Nascimento no nosso programa. E na
conversa da juventude, refletimos este texto:
“Eu tenho um barco que navega
sobre o mar e que Jesus é o Capitão. Eu tenho um barco que navega sobre o mar e
que Jesus é o Capitão”.
Conhece essa música? Ela fala
que o caminho que nos leva até o Céu passa sobre o mar, e para chegarmos até
lá, é necessário que Jesus seja o capitão, aquele que vai à frente.
No dia do nosso Batismo,
fomos mergulhados neste imenso mar e nossos pais e padrinhos assumiram o
compromisso de “remar” até o dia em que recebemos o Sacramento do Crisma. A
partir daí, os remos foram entregues em nossas mãos e, daí pra frente, caberia
a nós continuar até chegarmos ao final deste imenso mar.
O mar é muito lindo, porém,
muito traiçoeiro; ele esconde muitos mistérios e armadilhas. Se não soubermos remar
ou pegarmos a direção errada, corremos o risco de nos perder, afundar e nunca
chegar até o nosso destino.
Por isso, Deus nos deu uma
bússola: a Igreja. Ela tem a missão de nos orientar, conduzir, apontar a
direção a fim de não errarmos o caminho.
A Igreja, conduzida pelo
Espírito Santo e sempre orientada pela Palavra de Deus, nos faz o mesmo apelo
que Jesus fez aos discípulos: “Avance para as águas mais profundas” (Lc 5,4).
É preciso ir em frente, sem
medo das armadilhas e das terríveis tempestades. Já não vemos o porto e, por
isso, precisamos confiar na voz interior que diz: Prossiga!
Você não é o único que está
neste imenso mar. Muitos estão navegando e sendo conduzidos pela mesma bússola.
Por isso, não tenha medo se o seu barco vier a furar e começar a afundar. Não
hesite em gritar e pedir por socorro, como fez Pedro: “Senhor, salva-me”. (cf.
Mt 14,22-32) ou como os outros discípulos: “Senhor, salva-nos, porque estamos
afundando!” (cf. Mt 8,23-27).
Nas duas passagens Jesus se
fazia presente, porém, pela falta de fé, ficaram com medo e começaram a pedir
socorro. A falta de fé é a matéria-prima do medo e da insegurança; o excesso
dela pode nos levar por outros lados, afundar e perecermos.
E quando nos cansarmos de
remar? É chegada a hora de entregar os remos a Deus. Aí você pode descansar,
afinal, Deus estará no controle de tudo.
E quando anoitecer? Tome a
Palavra de Deus como farol! Como diz o salmista: “Tua palavra é lâmpada para os
meus pés, e luz para o meu caminho” (Sl 118,105).
Mas, o que vem a ser este
mar? É a vontade de Deus!
A vontade de Deus é que
sejamos santos, íntegros, que cresçamos na santidade e no amor. E, quando não
navegamos conforme à Sua vontade, corremos o risco de afundarmos.
Ele deu o poder à Igreja de
nos direcionar e conduzir, mas cabe a nós o poder da decisão, afinal, os remos
estão em nossas mãos.
Será que estou navegando na
vontade de Deus ou na minha? A minha vontade tem me conduzido para onde? Tenho
permitido que Deus seja o capitão e decida qual o melhor caminho a seguir?
Tenho observado os ensinamentos e as orientações dadas pela Igreja?
Tome, hoje, a decisão de
entregar os remos para o Senhor e permitir que Ele seja o capitão e te conduza
na sua Santa Vontade:
“Senhor Jesus, quero neste
momento, entregar os remos da minha vida para Ti. Não quero mais conduzir a
minha vida conforme o meu querer, a minha vontade, que tem me afastado da tua
presença.
Jesus, quero ser conduzido e
orientado pela Santa Igreja, através dos seus ensinamentos e orientações. Quero
ter a Palavra de Deus como farol, que ilumina e dissipa toda escuridão.
Protege-me de toda armadilha
e tempestade, e venha em meu socorro, quando meu barco começar a afundar.
Que eu continue firme no
propósito de buscar a santidade, e que eu seja como um salva-vidas para os meus
irmãos que gritam por socorro.
Coloca no meu coração a Tua
vontade; que minha vontade e a Sua seja uma só. Conduzi-me ao caminho da vida
até chegar à Tua morada. Amém”.
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